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As mulheres na história

Popeia: A cabeça e o coração de Nero

Por: Priscila Gorzoni

Popeia Sabina era uma bela mulher, religiosa e simpatizante dos judeus. Ela foi o grande amor de Nero, arrancou o ciúmes de sua mãe Agripina, que dizem alguns, mantinha um relacionamento amoroso com o filho. Seutônio, historiador da época escreve que toda a vez que Nero andava de liteira com a mãe, satisfazia seus apetites sexuais, como provam suas vestes cheias de manchas. Seu amor e dedicação a mãe eram transparentes, que costumava chamá-la de: “A melhor das mães”.

Mais tarde Nero conheceria o seu grande amor Popeia.

Popeia era bela, tinha os cabelos castanhos escuro longos e os rosto de um branco porcelana. O amor por Popeia era tanto que Nero divorciou-se da esposa para ficar com ela. A moeda local passou a exibir o rosto de Popeia, e à seu pedido proibiu os jogos de gladiadores e ajudou na reconstrução de Pompéia. Ela foi a segunda esposa do Imperador romano Nero. Filha de Titus Ollius, Popeia casou-se pela primeira vez com Rufius Crispinus. Mas quando Rufius foi substituído no cargo, Popeia tornou-se amante do senador Marcus Salvius Otho. Nesse meio tempo Popeia divorciou-se de Crispinus e casou-se novamente com Otão, amigo do novo imperador romano, Nero. Enquanto era casada com Otão tornou-se amante de Nero, de quem engravidou. Insatisfeita em ser amante, Popeia ameaçou terminar a relação caso Nero não se divorciasse da sua esposa Cláudia Otávia. Em 65 ela engravidou novamente, mas em razão de um chute dado por Nero em seu ventre ela faleceu. Quando morreu Popeia tinha 22 anos, Nero a declarou deusa e queimou o estoque de um ano de incensos árabes em seu funeral. Nero nunca se recuperou, tanto que ao invés de cremar o corpo, ordenou que este fosse embalsamado e colocado no mausoléu do clã juliano.

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Comportamento: 8 dicas para descobrir uma mentira

Por: Priscila Gorzoni

As mulheres mentem melhor do que os homens, pelo menos quando a mentira é mais complexa.

Uma pesquisa feita por Sanjida O`Connell durante cinco meses, constatou que as mulheres são melhores em criar mentiras mais complexas.

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News: Mulheres com insônia podem ter bruxismo

Mulheres com insônia têm maior risco de desenvolver bruxismo

Artigo de pesquisadores brasileiros e internacionais aponta a relação entre esses fatores

O estudo identificou que, em mulheres entre 35 e 50 anos, é maior a chance de o bruxismo estar associado à insônia. Entre os jovens, de 20 a 35 anos, o bruxismo ocorre principalmente entre aqueles que são classificados como pessoas com “sono adequado”.

Existe uma associação marcante entre bruxismo e insônia, em diferentes faixas etárias e gêneros. Essa é a conclusão do artigo “Sleep bruxism and its associations with insomnia and OSA in teh general population of São Paulo”, que foi apresentado na revista americana Sleep Medicine. O artigo foi desenvolvido por Milton Maluly Filho, Cibele Dal-Fabbro, Monica Andersen e Sergio Tufik, todos pesquisadores do Instituto do Sono; Alberto Herrero Babiloni, da McGill University, e Gilles J. Lavigne, do Departamento de Saúde Bucal da Universidade de Montreal.

O estudo identificou que, em mulheres entre 35 e 50 anos, é maior a chance de o bruxismo estar associado à insônia. Entre os jovens, de 20 a 35 anos, o bruxismo ocorre principalmente entre aqueles que são classificados como pessoas com “sono adequado”.

O bruxismo é uma doença caracterizada por um aumento da atividade muscular mastigatória recorrente durante o sono. Segundo a Academia Americana do Sono, o bruxismo é classificado como um distúrbio de movimento. O pesquisador Milton Maluly Filho explica que o bruxismo do sono é relacionado a múltiplos fatores, entre eles ansiedade, estresse e mecanismo neurológicos.

Existem ainda os fatores que o especialista caracteriza como exógenos, como por exemplo, ingestão de medicações, drogas ilícitas, álcool, cafeína e nicotina – substâncias que podem agravar ou até mesmo desencadear essa atividade motora.

O pesquisador explica que a prevalência do bruxismo do sono é de 5,5% a 12%, atingindo principalmente pessoas mais jovens. Esses dados foram coletados a partir de amostra representativa da cidade de São Paulo, no Episono – estudo epidemiológico do sono na cidade de São Paulo, realizado em 2007 com 1.042 voluntários, com idade entre 20 e 80 anos.

As consequências mais frequentes do bruxismo são problemas com a saúde oral, dores na musculatura mastigatória e articulação temporomandibular, desgaste e fraturas de dentes, bem como fraturas de próteses e implantes.

Para levantar esses dados, todos os participantes preencheram questionários e foram submetidos a exames clínicos e a polissonografia completa no laboratório do Instituto do Sono.

“Os nossos objetivos principais foram: Primeiro: avaliar quais os fatores de risco que são associados ao bruxismo do sono na população geral. Segundo: descrever perfis desta amostra populacional baseados nos indivíduos com bruxismo, dados sociodemográficos e distúrbios do sono”, afirma Maluly.

Para um tratamento correto existe a necessidade da busca de profissionais capacitados em controlar o bruxismo. Esses devem identificar as possíveis interações e quando necessário envolver outras especialidades médicas para que se atinja o sucesso terapêutico.

Fonte: Instituto do Sono

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Mantenha a forma em Home-Office

Por: Taissa Müller, nutricionista do Lach laboratório e clínica, no Jardim Botânico

O home office nos tempos de isolamento social é cercado por improviso, alimentação desregulada, horários desregulados, mais horas de trabalho, sono alterado, mudanças no relógio biológico, filhos em casa etc. O maior desafio do home office tem sido se alimentar de forma correta. Isso porque, com o acúmulo de tarefas, as pessoas acabam procurando opções rápidas e práticas, muitas vezes, optando por alimentos NÃO muito saudáveis, como industrializados e guloseimas, trazendo como resultado um número significativo de pessoas com aumento de peso e com problemas de saúde.

Os inúmeros “memes” que surgiram sobre engordar durante a quarentena refletem a mais pura verdade. Comer tem sido uma das principais tentações para quem se viu, repentinamente, tendo que fazer home office, cuidar da casa, ficar longe de entes queridos e ainda se preocupar com um vírus potencialmente letal, o coronavírus.

Dicas

Mas algumas dicas podem te ajudar a não cair nessas “armadilhas”. Uma delas é evitar pedir comidas ou, se for pedir, manter restaurantes de comidas saudáveis marcados como favoritos no aplicativo de delivery. Na geladeira, tenha sempre frutas, legumes, verduras, iogurtes e queijos brancos. Troque biscoitos por oleaginosas e chips de legumes que podem até serem feitos em casa. Substitua massas por legumes no forno com azeite ervas ou aposte em espaguetti de legumes (aboborinha, cenoura, abóbora) ou konjac (um tipo de macarrão low-carb da culinária japonesa, composto de Glucomanam uma fibra solúvel que quando entra em contato com água é hidratada e forma uma massa viscosa, como se fosse um gel e ganha mais volume. No estômago, ela ocupa mais espaço, e a pessoa se sente mais saciada com menores quantidades de alimento. Troque sucos industrializados e refrigerantes por frutas e água saborizada. Deixe grãos como feijões, ervilha e lentilha já prontos e congelados para emergências, ou opte por pratos congelados caseiros – existem inúmeras empresas com boa qualidade. Beba muita água. Uma alimentação equilibrada e com ingestão de boa quantidade de líquido (ao menos 3 litros por dia), vai trazer um melhor rendimento e, ainda, evitar o ganho dos temidos quilos extras nesse período de restrição.

Planejar

A medida mais importante para ter uma alimentação saudável é procurar melhorar seus hábitos diários. Traçar um planejamento alimentar pode ajudar. Com ele, é possível identificar aquilo que a pessoa está comendo e o que gostaria de inserir na alimentação. Evite fazer mudanças bruscas ou a inclusão de alimentos desconhecidos. O sucesso de qualquer planejamento alimentar está em não incluir no cardápio alimentos que a pessoa não goste. Para os famosos lanches da tarde ou o café da manhã, prefira queijos brancos, iogurte, aveia, pães naturais, frutas, oleaginosas e até legumes e verduras.

Como ficar em casa é uma realidade nova para muitas pessoas, o estresse surgiu com tudo, gerando muitos distúrbios e problemas nutricionais durante todos esses meses de isolamento.

Apesar de ter muito caso de pessoas com sobrepeso durante a quarentena, existe também os que acabam perdendo o apetite e não querem comer, “aproveitando” o período para fazer dietas radicais, o que não é aconselhável. A menos que haja alguma orientação médica, por conta de alguma doença, este não é o momento de adotar uma alimentação muito restritiva. Uma dieta sem orientação de um especialista e sem uma necessidade fisiológica, pode gerar compensações metabólicas e emocionais não desejadas e ainda baixar a imunidade, algo importante a se preservar neste momento de pandemia.

O fortalecimento da imunidade, aliás, deve ser considerado nas escolhas alimentares de cada um. Alimentos ricos em nutrientes como o Zinco, o Selênio e as vitamina A, B6, C e E cumprem bem este papel. Use essa oportunidade para fazer uma reeducação alimentar com orientação profissional, introduzindo bons hábitos ao dia a dia, como priorizar alimentos naturais, evitar produtos com gordura trans e usar pequenas quantidades de sal, óleo, gorduras, ou açúcar nos preparos, investindo nos temperos.

Para se alimentar bem no pós pandemia

Reforço na imunidade – a dica é priorizar alimentos rico em zinco, como por exemplo ostras, camarão, castanha de caju, ovo, leite, semente de melancia, chocolate amargo e feijão. As castanha-do-Pará, ovo, sementes de girassol, peixes diversos e peito de frango são opções ricas em selênio. Cenoura, espinafre, manga e mamão, encontra-se vitaminas A. batata inglesa, aveia, banana, gérmen de trigo, abacate, levedo de cerveja, cereais, sementes e nozes por exemplo, é possível encontrar a vitamina B6. Nas sementes de girassol, amêndoas, nozes, azeite, amendoim, está presente a vitamina E. Pegue um pouco de sol para repor a vitamina D.

 

Controle da compulsão – quando bater aquela vontade de comer besteira, mesmo que não esteja com fome, busque pensar em algo prazeroso, levando o pensamento para outro lugar, se livrando da vontade de comer algo que não seja saudável.

 

Planeje os horários das refeições – procure fazer igual como era na época que não trabalhava de home office ou readeque mas mantenha uma rotina e programação. Se costumava sair para almoçar às 13h, reserve esse horário e coloque como rotina para o seu dia e se alimentar sempre nesse mesmo horário.

 

Exercite-se – sua rotina de treinos era intensa e agora está prejudicada, movimente-se da melhor forma. Qualquer atividade é melhor do não fazer nenhuma.

 

Encante-se pela refeição – focar no alimento consumido é uma maneira de se relacionar melhor com a comida. Coma sentada à mesa, saboreie o alimento, leve em consideração a dica de comer devagar, mastigando bem a comida.

 

Bom, além de todas as dicas que foram citadas, é pertinente que as pessoas não se cobrem muito durante o período da quarentena, estabelecendo metas de perda de peso. Perder peso não é uma tarefa impossível, mas é importante relaxar um pouco em relação a isso. Muita cobrança só vai favorecer ainda mais quadros de ansiedade, mais estresse. Todos estão com a rotina alterada. Foque em planejar uma rotina alimentar, incluindo alimentos saudáveis. Esse é o primeiro passo. Depois, quando tudo entrar na rotina, será muito mais fácil de levar e de presente vai ter ganho saúde.

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Manas cine

A Festa de Janet

A festa

Título Original: The Party

País: Reino Unido

Sinopse: Para celebrar seu novo cargo no governo, Janet reúne um grupo particular de amigos para uma festa. O encontro, todavia, é repleto de cinismo e acidez, já que cada convidado tem sua cota de segredos.

Direção: Sally Potter

Estrelando: Timothy Spall , Kristin Scott Thomas , Patricia Clarkson , Bruno Ganz , Cherry Jones , Emily Mortimer , Cillian Murphy

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Manas livros

Natureza Íntima: Fendas de uma Mulher de Maria Barretto

A jornada de Maria Barretto com o feminino teve início há mais de uma década, quando engravidou e logo passou a conduzir um trabalho singular de autoconhecimento feminino, auxiliando as mulheres a seguir em direção à própria potência e autonomia. Como coaching e facilitadora de processos de empoderamento feminino, orienta as clientes de diferentes gerações para que conquistem mais clareza sobre os próprios sonhos, talentos, desejos, desafios e medos – com o objetivo de ajudá-las a ganhar intimidade com as suas máscaras, conduzindo-as em um trabalho de intimidade com corpo. Com isso, elas fazem um trabalho de alquimia nas couraças para conquistar a liberdade e a potência feminina. Para reverberar os conhecimentos com um público maior, a paulista está lançando o livro Natureza Íntima – Fendas de uma Mulher pela Primavera Editorial. 

Graduada em Administração e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Maria Barretto atuou em organizações não governamentais de referência no Brasil e exterior. Como pesquisadora, viajou por todo o país, conhecendo as diferentes realidades sociais; em uma temporada de estudos em Londres se aprofundou nos temas sustentabilidades e branding. Uma crise de estresse, em 2008, a fez repensar a vida e a impulsionou a visitar a Indochina – viagem que a convidou a olhar para dentro, a sentir e escutar mais profundamente a voz da alma. “Eu estava em um momento de matar algo dentro de mim, de esvaziar, deixar morrer um padrão de relações e a forma de trabalhar para que o novo pudesse emergir. E assim foi”, detalha Maria, cuja atuação profissional é produto de uma vivência intensa, legítima e genuína.

O estudo do sagrado feminino – filosofia que promove a consciência sobre os aspectos espirituais, mentais, emocionais e físicos das mulheres; que fala sobre as forças e capacidades; que estimula a conexão com a intuição e a natureza – consolidou essa nova direção profissional singular. A experiência da maternidade a aproximou ainda mais do feminino e a auxiliou a desenvolver uma metodologia de trabalho para que possa ser um apoio para mulheres que passam por dilemas ou momentos de transformação e transição: ter ou não filhos; casar ou não; permanecer ou não com o marido; mudar de carreira ou mantê-la; fazer as pazes com os pais e/ou consigo; abdicar do papel de vítima; e a refletir sobre as próprias patologias, como pólipos, miomas e endometriose.

O próprio processo como mulher e curandeira em um constante movimento de transformação a inspirou a escrever Natureza Íntima, sobretudo após vivenciar o terceiro puerpério. “Esse livro propõe uma reflexão sobre a minha própria jornada e as ferramentas que escolhi para torná-la mais profunda e autêntica. Tudo o que tenho para compartilhar é fruto, em primeiro lugar, da minha própria experiência como mulher e dos processos que vivi como menina, filha, amante, mãe, esposa, amiga, curandeira e profissional. Também é uma mistura de estudos que aprofundei com diferentes mestres, de linhagens distintas, do coaching tradicional com base na Antroposofia às medicinas ancestrais e ao xamanismo indígena. Reuni conhecimentos técnicos e científicos como aprendizado empírico e sabedorias tradicionais e holísticas”, detalha a autora.

FICHA TÉCNICA |

Título: Natureza Íntima 

Autora:  Maria Barretto

Categoria: Não ficção; Autoconhecimento. 

Páginas:  360

Preço sugerido: R$ 44,90

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As manas em cena


As mulheres e suas representações

Mulheres em cena

Por: Lahana Sambaquy Gomes*

O cinema, assim como outras expressões culturais funciona de forma a (re)produzir discursos ideológicos, sobretudo atuando pela manutenção do que é vigente e hegemônico. No que se refere às mulheres, o cinema tem sua parte na reprodução de estereótipos de condutas desejáveis ou não. O que se produz culturalmente, incide sobre homens e mulheres tanto no que é de âmbito privado, quanto no que é de âmbito público.

A representação das personagens femininas em sua maioria, é de um adorno ou troféu a ser conquistado. Aparecem hipersexualizadas quando são heroínas, ou estão presentes na trama com o único fim de complementar a trajetória de um personagem masculino. A reprodução de padrões desejáveis cria no imaginário um ideal de mulher que a sociedade espera, que os homens desejam, e que as mulheres acabam por tentar alcançar, muitas vezes anulando traços de sua psique para se adequar.

Quem se lembra de Maggie Carpenter, vivida por Julia Roberts no filme Noiva em Fuga (1999)? A protagonista parece ser incapaz de algo que toda mulher teoricamente teria como principalobjetivo de sua vida: casar-se. Pelo desenrolar da trama, fica subentendido que deve haver algo de errado com a moça: mesmo sendo linda e desejável ela foge do seu “final feliz”.

            O problema de narrativas como essa, não está no casamento em si, afinal como seres humanos, as mulheres podem desejar ou não desejar encontrar um parceiro, uma parceira, morar junto ou não, casar ou não… Mas isso não deve ser um imperativo do que uma mulher deve ser e de que lugares ela pode ocupar, afinal cada uma carrega em si a  potência de ser e desejar uma infinidade de coisas. Maggie performa em cada relacionamento, aquilo que acredita ser o que o parceiro deseja dela. Ela nem se autoriza a desejar algo que dá notícias de sua subjetividade. E se Maggie não quisesse se casar?

Há um viés ideológico que inscreve no discurso em cena que essa é a única resolução possível para uma mulher, para que seja bem sucedida, bem vista e reconhecida no seu meio. Há uma ideia implícita de que as mulheres devem mover esforços para aceitar como seu desejo, o que o Outro determina para elas. Este “Outro” com letra maiúscula, conceito lacaniano de uma linguagem que nos antecede e nos afeta.

A forma que uma protagonista é representada diz muito sobre como as mulheres são vistas, e que lugares é possível que ocupem sem sofrer retaliações pelo simples fato de ousarem ser quem são. E o filme citado é só um de muitos exemplos na história cinematográfica, além de ser relativamente recente. A produção tem apenas 20 anos, pouca idade, se comparada ao tempo de existência da sétima arte, cuja história inicia entre o final do século XIX e início do XX.

            Temos visto, no decorrer desse período, uma maioria esmagadora de protagonistas que representam a manutenção de discursos enclausuradores para as mulheres. Ainda hoje o oposto é exceção. Quer seja de formas óbvias ou sutis, o discurso patriarcal segue sendo hegemônico e afetando as vivências das mulheres de forma ampla e sistemática. O cinema carece de protagonistas reais e humanizadas, e de uma concepção de mulher em que a força seja um traço comum, ou mesmo possível. Quantas vezes já ouvimos “personagem feminina forte”, ou derivados disso, para designar personagens que são apenas mulheres, como se a força não fosse um traço que elas podem carregar?

A representatividade, importa. Ver-se e ver a alteridade importa. Ver a diversidade de corpos, gêneros, afetos, subjetividades, desejos, sonhos, histórias… Importa que as possibilidades infinitas de existir sejam reconhecidas. O que é representado nas telas, se enlaça aos registros marcados no psiquismo de quem assiste. É um discurso que vem para reiterar ou contradizer o que estruturamos ao longo do desenvolvimento, no que diz respeito às nossas identificações.

Precisamos de modelos diversos, de narrativas que contam além de mulheres dóceis, modelos de maternidade ou cuidadoras… além das narrativas onde mulheres em posição de poder são retratadas como frias, insensíveis. Megeras a serem domadas. Como se desejar outras coisas as tornasse avessas à natureza. Como se não fosse aceitável não se deixar mutilar, para encaixar-se em espaços onde não cabem seus desejos.

Em A Proposta (2009), a personagem Margaret Tate interpretada por Sandra Bullock, ocupa um cargo de chefia, e é temida e odiada por seus colegas de trabalho.

Em contrapartida, vemos surgir protagonistas que colocam essas dualidades em questão e reafirmam que mulheres desejam mais do que os espaços aos quais foram cerceadas desde sempre. Em 2003, apenas 4 anos após Noiva em Fuga, Julia Roberts protagoniza O Sorriso de Mona Lisa, que se passa na década de 1950, interpretando a professora Katherine Watson. Ela chega em uma universidade levando ideias que causam tensionamento em relação aos paradigmas conservadores, mas que causam inspiração às alunas que carregam em si fagulhas de desejo por serem mais do que aquilo que a sociedade lhes dita como certo.

Esse filme revela a potência dos laços entre mulheres, na contramão dos discursos que naturalizam uma rivalidade feminina. Essa rivalidade que é alimentada e não por acaso. A possibilidade das mulheres se amarem, se apoiarem e construírem vínculos sinceros e profundos não só é real, como é subversiva: juntas nos fortalecemos. Histórias Cruzadas (2011), protagonizado por Viola Davis, Emma Stone e Octavia Spencer, demonstra que os efeitos das trocas entre mulheres não interessam à manutenção da hegemonia patriarcal (nem à manutenção do privilégio branco).

Entre os filmes de aventura, a sequência de Jogos Vorazes (2012), mostra a heroína Katniss Everdeen usar a inteligência e estratégia não só para sobreviver, como também para burlar a ordem vigente e ainda liderar uma revolução.

As narrativas que colocam uma interrogação em modelos estereotipados são ainda uma minoria, embora o cenário atual se apresente um pouco mais promissor: já vemos com um pouco mais de frequência (ainda não o suficiente), a representação de mulheres dotadas de humanidade, com camadas complexas e contradições, como seres humanos que são.

            Encerro com essas indicações de filmes com protagonistas inspiradoras e multifacetadas:

  • Tomates Verde Fritos (1991)
  • Thelma e Louise (1991)
  • Grandes olhos (2014)
  • As Sufragistas (2015)
  • Que Horas Ela Volta (2015)
  • Nise: o coração da Loucura (2015)
  • A Incrível Jessica James (2017)
  • Felicidade Por Um Fio (2018)
  • Dumplin’ (2018)
  • Alguém Especial (2019)

*Psicóloga clínica formada pela UCS

(Des)encontra-se no seu percurso em psicanálise

Contatos

instagram: @levebruma.psicanalise

email: lahanasambaquy.psi@gmail.com

Lahana Sambaquy Gomes
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Música e a qualidade de vida



A música na vida das mulheres

Música: Qualidade de vida ou qualidade devida?

Por: Dani Tonon*

Sabemos que a música é uma ótima aliada no nosso dia a dia no combate do estresse e da monotonia, nos auxilia ao relaxamento e como passatempo, levando isso como senso comum, não há quem não goste de ouvir aquela canção que tem na playlist, cada uma com sua função: uma playlist para estudar, outra para treinar, para a hora da limpeza, para começar um clima na hora do romance esquentar e até uma para a hora de dormir quando temos dificuldade.

Quando pensamos na questão dos benefícios da música por outros ângulos entramos numa camada mais complexa e abrangente do que somente aliviar as dores comuns: a música auxilia no nosso convívio social, desenvolvimento motor, cerebral e até na terapia de algumas doenças.

Pesquisa

Numa pesquisa realizada por uma estudante de Mestrado em Enfermagem da Universidade de São Paulo foi analisado como a música favorece o relaxamento e houve melhora no alívio da dor entre pacientes com fibromialgia, onde mulheres são 90%, algo que é de grande importância, pois é uma doença com poucas respostas de tratamento. O uso da música ajuda a diminuir em até 30% o uso dos analgésicos.

Embarcando nesses estudos, uma educadora da Universidade de Quito, pesquisou que a música auxilia no tratamento ao Mal de Alzheimer, sendo esta uma doença que atinge muito mais as mulheres. Os pacientes com Alzheimer se recordam de situações e pessoas através da música, auxilia no bem-estar, na produção de hormônios que causam alegria e excitação e na memória. Foram vistos benefícios não só em sua vida, mas também pelas pessoas à sua volta.

A música consegue conectar e dar novas formas de comunicação à pessoas surdas, as que fazem parte do espectro autista, cegos parciais ou totais, pessoas com depressão; todas essas pessoas conseguem se expressar de alguma forma a partir da terapia com a música, alguns que não conseguem falar ou se expressar encontram apenas benefícios. As pesquisas relacionadas a música e depressão dizem que o uso da música nos casos de distúrbios do humor tem uma melhora progressiva e diminuição dos sintomas, melhorando a qualidade de vida, e sabemos que este é o mal das últimas gerações.

Também auxilia na recuperação de pacientes com AVC e, recentemente houve um caso de um paciente em coma por conta da Covid-19 que relatou ter tido forças pra resistir por ouvir sempre a enfermeira cantando enquanto ele estava inconsciente, isso só mostra o poder da música em nosso cérebro, como nos conforta e auxilia em diversos tratamentos, para inúmeras doenças e problemas que enfrentamos.

Pensando na melhor idade, a falta de firmeza na voz e a perda de audição causa dificuldade de comunicação, o que causa distanciamento social, prejudicando a qualidade de vida. Nas pesquisas realizadas por otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos também é visto que a maioria das mulheres acaba tendo a voz mais rouca e grave do que sempre teve, também há a perda da capacidade total respiratória, uso de próteses dentárias que também dificultam a fala. As atividades incluindo música, como participar de um grupo de coral ou bailes, proporciona integração e estimulação da capacidade motora e respiratória, além de fortalecer os músculos corporais e da fala, facilitando a comunicação oral e corporal.

Numa entrevista cedida pela Dra. Eliseth Ribeiro Leão sobre enxaqueca crônica, ela informa que há uma grande relação no tratamento da enxaqueca com a música, doença que atinge na maioria mulheres. No caso, devemos escolher músicas mais calmas e com menos instrumentos, mas há diversas pesquisas que concluem que a música equilibra a pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória e propõe o relaxamento muscular, além de diversas condições já citadas, aliviando as dores da enxaqueca, sendo um ótimo tratamento para a condição.

Indo para outro lado do panorama dos benefícios da música em nossas vidas, o aprendizado da música é muito importante desde os primeiros anos de vida, ajudando na atenção, percepção, concentração, coordenação motora, estimulando a criatividade e a socializar com os demais. É sabido que o período entre o nascimento até os dez anos de idade é onde as distinções entre sons e as preferências e memória musical se desenvolvem, mesmo nunca sendo tarde para começar a aprender, o benefício desse aprendizado é sempre bem-vindo.

A música auxilia na comunicação, se estamos ouvindo ou compondo, executando ou apenas apreciando. Quando nos identificamos com aquela letra ou batidas e ritmo, aquela guitarra, a sanfona ou até os instrumentos eletrônicos, qualquer que seja seu estilo, ela auxilia na nossa comunicação sendo falada ou corporal, chacoalhando a cabeça, gritando, chorando, abraçando, dançando, da maneira que for, conseguimos nos expressar. Quando não estamos bem logo ouvimos uma música que alegra e ajuda a nos concentrar em coisas boas.

Para estimular a mente a praticar exercícios a música é aliada principal. Numa pesquisa realizada em 2013 com praticantes em uma academia em Caxias do Sul foi analisado que, entre os praticantes que ouviam música, houve aumento no número de repetições em mais de 90% e 70% informaram que a música faz muita diferença na hora da corrida. Numa pesquisa no ano seguinte, ainda mais de 90% dos avaliados informaram sentir diferença no rendimento em treinar sem música. Quando analisados idosos nessas pesquisas as respostas são ainda mais significativas, pois informam que o uso da música nos exercícios afasta a sensação desagradável pelo esforço realizado nos exercícios longos e repetidos.

Um estudo feito em Taiwan verifica que ouvir música por 30 minutos por dia traz benefícios para a gestante e o bebê, diminuindo os níveis de estresse, ansiedade e depressão, também informando que a música ajuda no desenvolvimento do feto, aumentando a capacidade cerebral do bebê e aumenta o bem-estar. A obstetra responsável pela pesquisa também confirma que o bebê, ainda na barriga da mãe, consegue reconhecer o som e se acalmar, trazendo conforto também para a gestante, diminuindo cólicas e outras sensações desagradáveis. Especialistas ainda dizem que as músicas ouvidas com frequência enquanto ainda na barriga, se tocadas após o nascimento, podem ser reconhecidas pelo bebê após o parto, auxiliando a dormir mais rapidamente, pois carregam memória auditiva de até quatro meses retrospectivos.

Já sabemos que a música estimula a memória, a produção, o bem-estar, relaxamento. Em todos os âmbitos de nossas vidas ela é, se não importante, talvez essencial.

Com todos esses dados, já não é uma boa hora para dar play naquela sua playlist favorita?

*Multi-instrumentista, professora de canto, pesquisadora da voz e pedagogia musical. Faço um pouco de tudo e muito de quase nada.

“Se você treme de indignação diante de todas as injustiças, então é meu camarada”

IG @danitononeriketerra | @notonestudosmusicais

e-mail danictonon@gmail.com

Referências:

DOBBRO, Eliseth Ribeiro Leão. A música como terapia complementar no cuidado de mulheres com fibromialgia. 1998. 153 f. Tese de Mestrado (Escola de Enfermagem) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1998.

TOBAR, Cláudia. Benefícios de la música en el aprendizaje. Revista EducAcción de Grupo El Comercio, Universidad San Francisco de Quito, p. 35, junho, 2013.

SANTOS, Fabrina R.; CORONAGO, Virgínia M.M.O. Uso da Musicoterapia como Terapia Alternativa no Tratamento da Doença de Parkinson. Id on Line Revista Multidisciplinar e de Psicologia, Maio de 2017, vol.11, n.35, p. 341-360. ISSN: 1981-1179.

MARTINS, Ana C.; et al. Os benefícios da educação musical para crianças de 2 a 3 anos. Revista Perspectivas Online: Humanas & Sociais Aplicadas – Anais do VI CICC, v. 08, n. 22, Suplemento, 2018.

ILARI, Beatriz. A música e o desenvolvimento da mente no início da

vida: investigação, fatos e mitos. Revista eletrônica de musicologia, v. IX, Outubro, 2005.

SATALOFF, Robert T.; JOHNS III, Michael M.; KOST, Karen M. Otorrinolaringologia em Geriatria. Tradução Nelson Gomes de Oliveira – 1. ed. – Rio de Janeiro: Revinter, 2017.

CARVALHO, Lívia de Oliveira Teixeira Dias; CARVALHO, Nilson Dias; TEIXEIRA, Vera Lúcia Macedo de Oliveira. Música e qualidade de vida na terceira idade: um estudo exploratório. Revista Interfaces do conhecimento, Barra de Garças – MT, v. 02, n. 02, p. 21-30, Maio-Agosto, 2020.

BIM, Bárbara de Souza. O comportamento humano em busca de um sentido. Organização Vinicius Oliveira Seabra Guimarães – Ponta Grossa, PR: Atena, 2019.

STEIL, Juliana. Homem supera fase crítica da Covid-19 após coma e cita louvor: ‘Milagre’. G1, 2020. Disponível em: <https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2020/04/08/homem-se-cura-do-coronavirus-apos-passar-7-dias-em-coma-em-sp-milagre.ghtml&gt;.

CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 11º, 2008, São Paulo. Os benefícios da música na prática da enfermagem. Apresentado por Gabriela Pereira Sá. 467-469.

SANTOS, Ivani Rosa dos. Análise acústica da voz de indivíduos na terceira idade. Dissertação (Mestrado em Bioengenharia) – Escola de Engenharia, Universidade de São Paulo. São Carlos, 2005.

ALVES, Antônio Gabriel de Lima; BELLINI, Magda Amabile Biazus Carpeggiani. Influência da música nos exercícios resistidos. Revista do Centro de Ciências da Saúde – Do Corpo: Ciências e artes, 2017, v.7, n.1, p. 128-147.

HIRATA, Silvio Matheus; BARBOSA, Andrá Frizo de Carvalho. A musicoterapia e sua inter-relação com a reabilitação neuropsicológica na doença de Alzheimer. Disponível em: <https://www.psicologia.pt/artigos/textos/A1308.pdf&gt;. Publicado em 08 de Julho de 2019. ISSN 1646-6977.

Escutar música na gestação traz benefícios para mãe e bebê. Folha Vitória, 10 de Agosto de 2018. Disponível em: <https://www.folhavitoria.com.br/saude/noticia/08/2018/escutar-musica-na-gestacao-traz-beneficios-para-mae-e-bebe&gt;.

LEÃO, Eliseth Ribeiro. Música e tratamento para dor de cabeça têm tudo a ver. Entrevista concedida ao site Enxaqueca Crônica. Disponível em: <https://enxaquecacronica.com.br/noticia/77/musica-e-tratamento-para-dor-de-cabeca-tem-tudo-a-ver&gt; Publicado em: Publicado 11 de outubro de 2017.

Como fazer?

Você sabe armazenar suas roupas de cama, mesa e banho?

Para colocar em ordem a roupa de cama…


– O ideal é ter um espaço próprio para roupas de cama e banho. Armários organizados facilitam o dia-a-dia e são bonitos de se ver;

– Se houver roupeiro ou armários vazios sempre manter todos os jogos no mesmo lugar. Se não houver, as toalhas de banho podem ser guardadas em armários do banheiro e as roupas de cama no guarda roupa;

– Toalhas de mesa e jogos americanos devem ser guardadas na cozinha ou despensa em gavetas;

– A maneira mais fácil de evitar a mistura de jogos de cama e de banho é dobrar as peças do mesmo conjunto e formar um pacote;

– Dependendo da região que você mora cobertores, edredons e mantas são menos usados e podem ser guardados na parte superior dos armários e retirados quando necessários.

Dica 1: Toalhas de lavabo podem ser colocadas enroladas em cestas sobre a pia do lavado. Existem vários modelos de cestas no mercado de diferentes materiais e a decoração fica ótima!

Dica 2: Guardar cobertores, edredons e mantas em capas para evitar que as peças sujem enquanto estiverem guardadas. Existem no mercado capas de plástico e TNT que são ideais para esse armazenamento, pois o plástico protege enquanto o TNT deixa a roupa respirar. Essas embalagens são facilmente encontradas em lojas de utilidades domésticas e são bem baratas.

Fonte: Ana Paula Britto, Personal Organizer formada pela OZ! Sistemas de Organização, empresa filiada a NAPO – National Association of Professional Organizers – sediado nos EUA.


Dor nos pés?

Acessórios ajudam a evitar calos e bolhas, promovem a redistribuição de peso, o amortecimento do atrito, além de trazer mais conforto para o dia a dia

As palmilhas e calcanheiras são a interface entre o pés e os sapatos e servem para proporcionar maior conforto, além de agregar benefícios para quem as utiliza com frequência. “Esses acessórios contribuem de diferentes formas com a saúde dos pés, promovem a  redistribuição das pressões plantares, o alinhamento dos tornozelos e joelhos, a redução  de dores e o amortecimento de impactos, além de proteger para calos, bolhas e regiões de pele sensível”, explica a podóloga e coordenadora técnica da Doctor Feet, Maria de Lourdes Pinheiro que lista abaixo, o acessório mais indicado para cada necessidade:

Corrida ou esportes

Para quem pratica atividades com frequência, existem calcanheiras específicas para absorção de impacto nos calcanhares, perfeitas para quem precisa proteger o esporão calcâneo, tendinite, fascite plantar ou reduzir as dores nos calcanhares, elas são feitas de silicone transparente e possuem um ponto vermelho de silicone mais denso, próprio para a absorção de impacto. “Também é recomendado o uso de palmilhas de silicone, gel ou tecido, especiais para esportes que absorvem o impacto dos movimentos e dão maior conforto durante a prática de atividades de solo, aliviando dores e melhorando a performance dos esportistas”, indica.

Alívio de dores

Para quem sente dores recorrentes nos calcanhares e precisa de mais conforto nos pés, as opções são feitas em gel ou silicone, ambas resistentes e duráveis e com com pontos azuis de silicone mais denso, são as ideais, elas também ajudam na absorção de impacto e podem ser usadas por quem sofre com esporão de calcâneo, contusões, ciatalgia, fascite plantar, osteopenia, osteoporose, tendinite e bursite. Mas atenção, sapatos comuns podem ter a sola e a palmilha original muito rígidas, não sendo indicadas para quem tem dores nos pés. Nesse caso, é preciso acrescentar palmilhas de gel ou silicone, que se adaptam a vários tipos de calçados, e dão mais conforto ao pisar.

Conforto para o dia a dia

As calcanheiras de uso diário promovem a absorção de impacto e também são recomendadas para quem tem esporão de calcâneo ou para mulheres que usam sapatilhas ou scarpins com frequência.             Elas também são feitas de silicone, de média durabilidade e são laváveis.  As palmilhas de uso diário, por sua vez, podem ser de gel ou silicone lavável e transparente ou até de tecidos de diversas cores. “Existem modelos específicos para usar com saltos, sapatos sociais e também para quem tem pés sensíveis que exigem maior proteção durante a rotina. O ideal é conversar com uma podóloga de confiança para escolher o modelo mais adequado”, recomenda Maria de Lourdes.

Fonte: Doctor Feet

CUTIES: filme polêmico da Netflix

Por: Geovanna Santana

O filme franco-senegalês ‘Cuties’ dirigido pela cineasta Maïmouna
Doucouré, estreou recentemente na Netflix. Desde a estreia, a obra vem
gerando muitas polêmicas, e se tornou centro de debates furiosos pela internet afora.

A diretora do filme revelou recentemente que vem recebendo mensagens
de ódio e ameaças.
Na trama, acompanhamos Amy (Fathia Youssouf), jovem de origem
senegalesa, que se muda junto com sua mãe e irmãos para um conjunto
habitacional na França.

A jovem tem que se adaptar à nova residência, além de ter que lidar com problemas familiares, dogmas religiosos e a sexualização precoce.

A obra assume uma posição realista em relação à sexualização infantil, e
com a internet e as redes sociais podem agravar ainda mais essa situação.

A mensagem é clara, tem a intenção de expor e denunciar esses casos recorrentes e normalizados.
É importante ressaltar que a problemática em relação ao filme começou
ainda na divulgação, o cartaz apresentado pela Netflix, apresenta garotas de 11 anos em posições sugestivas.

A imagem em questão, se trata de uma cena que foi totalmente retirada do contexto real, e isso foi suficiente para causar toda a confusão em torno da obra.
É certo que a onda de boicote que o filme vem recebendo, certamente por
pessoas que não assistiram, é um tanto equivocada. O objetivo da obra é
justamente criticar a sexualização infantil em uma sociedade culturalmente
pedófila, e como esse tema é frequentemente banalizado.

A própria Netflix se desculpou pelo erro grotesco na divulgação, se desculpando com a diretora do filme e o público

As barrinhas de cereais

Faça a sua

Barrinha de coco com chocolate e sequilhos

Ingredientes:
1 lata de leite condensado
60 g de coco ralado fresco
1 colher de sopa de Margarina NaMesa150 g de Biscoito Sequilhos Vitarella quebrado
250 g de chocolate para banhar

Modo de preparo:
– Em uma panela, leve o leite condensado, o coco ralado fresco e a margarina, mexa até o ponto de brigadeiro, desgrudando o fundo da panela.
– Misture o biscoito quebrado e mexa.
– Em uma pirex retangular, coberto com uma plástico para facilitar a retirada, espalhe o brigadeiro com a altura de 1 cm de altura, leve para geladeira e deixe firmar.
– Depois corte em tiras e reserve.
– Derreta o chocolate e banhe as barrinhas, coloque em uma forma coberta com papel manteiga, deixe até secar o chocolate e sirva.

Barrinha de coco com perfume de limão

Ingredientes:
2 xícaras de Biscoito Coquinho Vitarella1 colher de sopa de Margarina NaMesa1 ovo
1 lata de leite condensado
100 g de coco ralado seco
Raspas de 1 limão

Modo de preparo:
– Bata os biscoitos no liquidificador até virar uma farinha.
– Em uma tigela, misture o biscoito com a margarina e o ovo (tem que formar uma farofa bem úmida, que modele facilmente ao apertar).
– Forre uma assadeira pequena com papel manteiga e cubra o fundo com a massa de biscoito.
– Leve para o forno preaquecido a 180 ºC por 10 minutos.
– Enquanto isso, misture o leite condensado com o coco ralado e as raspas de limão.
– Despeje a mistura sobre a base de biscoitos e leve novamente ao forno até que esteja dourado nas laterais e firme no centro.
– Espere esfriar totalmente para cortar as barrinhas e sirva.

Seja durante o home office ou ao longo de um dia de descanso, os lanches intermediários reforçam a energia e levam sabor aos momentos. Sobretudo no período da tarde, junto de um café, fazem a diferença no rendimento e nos momentos descontraídos.

Barrinha com biscoito wafer e ganache de chocolate

Ingredientes
2 pacotes de Biscoito Wafer de Chocolate Vitarella120 g de xérem de castanha
1 xícara de chá de coco ralado
250 g de glucose de milho
250 g de chocolate meio amargo
100 g de creme de leite

Modo de preparo:
– Faça a ganache: derreta o chocolate no microondas e misture o creme de leite, reserve.
– Corte em cubos pequenos o biscoito e coloque em um recipiente, junte a castanha e o coco. Acrescente a glucose e misture.
– Em uma travessa quadrada, cubra com um plástico para facilitar a retirada depois de pronto.
– Faça uma camada de massa de biscoito, coloque a ganache de chocolate e cubra com o restante da massa.
– Cubra com um plástico e leve à geladeira para firmar.
– Corte em formato de barrinhas e sirva.

Barrinha de Wafer

Ingredientes:
465 g de chocolate branco
395 g de leite condensado
½ colher de chá de sal
130 g de Biscoito Wafer Limão Vitarella4 colheres de sopa de sumo de limão
2 colheres de sopa de raspas de limão
100 g de castanhas quebradas
30 g de flocos de arroz

Modo de preparo:
– Em um panela, coloque o chocolate branco, o sal e o leite condensado. Mexa em fogo baixo até ferver. Retire do fogo.
– Em um recipiente, coloque as castanhas quebradas e os flocos de arroz.
– Acrescente a mistura de leite condensado com chocolate branco e sal. Na sequência, coloque o sumo e as raspas de limão. Misture bem.
– Adicione os biscoitos wafer de limão Vitarella quebrados grosseiramente, misturando todos os ingredientes.
– Em uma forma forrada com papel alumínio ou papel manteiga, disponha a massa. Cubra com papel filme.
– Leve a geladeira por 4 horas. Retire, corte os cubinhos e sirva.

Para saber mais acesse o site: www.vitarella.com.br
Siga as redes sociais da marca pelo www.facebook.com/vitarellaOficial

Livros:

NÓS, MULHERES: GRANDES VIDAS FEMININAS
Rosa Montero

Uma revigorante viagem pela história das mulheres que marcaram o mundo

Há mais de duas décadas, Rosa Montero iniciou um trabalho pioneiro e solitário. Em 1995, reuniu em livro um conjunto de biografias de mulheres cujas trajetórias são essenciais. Originalmente publicados no jornal espanhol El País, os perfis se converteram num grande sucesso de crítica e de vendas.
Mas a autora de A ridícula ideia de nunca mais te ver não parou por aí. Continuou em sua escavação da história feminina — agora ampliando seu escopo temporal e geográfico. O resultado, deslumbrante e instrutivo, é este Nós, mulheres. Uma jornada esclarecedora pela antologia universal de mulheres que, por bem ou por mal, fizeram história sem que a própria História se ocupasse delas.
Claro que grandes e célebres figuras estão presentes. Agatha Christie, Simone de Beauvoir e Frida Kahlo, por exemplo. Nomes incontornáveis da literatura e das artes. Mas também figuras que, ainda hoje, são menos conhecidas — e que, no entanto, merecem ter seus feitos difundidos. É o caso da inglesa Mary Anning, que, apesar de todas as adversidades, foi a primeira paleontóloga profissional da História. Da guerreira latino-americana de origem indígena Juana Azurduy, que liderou exércitos contra os espanhóis. Ou da pirata chinesa Ching Shih, cuja bravura e destemor amedrontavam os rivais. E muitas outras: nas ciências, nas artes, na política e nos costumes. “O fato é que em todas as épocas houve mulheres fazendo coisas memoráveis: dirigindo impérios, criando tábuas de cálculo, descobrindo os segredos do universo, escrevendo a primeira literatura de autor que já se escreveu, liderando exércitos. Contamos com cientistas, filósofas, músicas, guerreiras, pintoras, escultoras, exploradoras… Não há um único campo social, artístico ou do conhecimento em que não tenhamos nos destacado”, escreve Rosa Montero no prólogo deste livro delicioso que coloca as mulheres no seu devido lugar: no centro da História.
 
Uma parte da história clandestina das mulheres e seus esforços, muitas vezes trágicos, para se libertarem da norma social masculina.
El País
  A autoraJornalista e escritora, um dos maiores nomes da literatura espanhola contemporânea, Rosa Montero nasceu em Madri, em 1951. Autora de diversos romances, publicou, entre outros, A louca da casaLágrimas na chuva A ridícula ideia de nunca mais te ver (Todavia, 2019).
PREVISÃO DE LANÇAMENTO 09/11
GÊNERO  Não ficção estrangeira
CATEGORIA Biografia
CAPA Luciana Facchini
TRADUÇÃO Josely Vianna Baptista
PÁGINAS 288 / TIRAGEM 3.000
FORMATO 13,5 x 20,8 x 1,8 cmPESO 0,368 kg / PREÇOR$ 64,90
ISBN978-65-5692-069-6
PREÇO E-BOOK R$ 39,00
E-ISBN 978-65-5692-074-0
PALAVRAS-CHAVE mulheres, história, biografia, Rosa Montero, gênero.

 

Como é feito: O sabão

O sabão em pedra é feito com sebo, óleo de babaçu, água e soda. Com o auxilio de vários equipamentos essas matérias-primas são tratadas, misturas e transformadas em uma massa até chegar a consistência do sabão doméstico. “Essa reação é conhecida como saponificação”, diz Israel Morales Vignado, químico responsável pela Razzo Ltda. Ela é a mistura de ácidos graxos (gorduras) com álcalis (soda). A saponificação é uma das invenções mais antigas do mundo. Suas primeiras referências surgiram com os sumérios em 2.500 antes do início da era cristã. “Eles faziam com cinzas vegetais, ricas em carbonato de potássio, óleos e usavam para lavar suas lãs”, relata João Francisco Neves, professor de produtos de higiene da Universidade Federal rural do Rio de Janeiro. No entanto foi em Veneza, que floresceu a indústria saboneteira. Lá a produção era tão importante, que contava com a presença de um ´deputado` para controlar a qualidade dos ingredientes.

6 filmes que toda a empreendedora precisa ver

Por: Georgia Roncon

Em meio a um cenário turbulento, como o que estamos vivendo atualmente, ter um olhar diferenciado pode ser determinante para se posicionar no mercado. Nesse contexto, assistir a filmes para empreendedores que foram marco de inovação ou de uma visão diferenciada, é uma ótima estratégia para captar insights valiosos e potencializar a sua carreira e negócios.

Fome de poder

“Fome de poder” retrata a trajetória da poderosa rede de fast food McDonald’s, uma história que começou no século 20 e, ainda hoje, serve como uma excelente fonte de inspiração.

O negócio começou como um simples restaurante à beira da estrada, e se tornou um grande case de sucesso após Ray Kroc estabelecer o seu novo modelo de funcionamento. A ideia central do filme é demonstrar a importância da dedicação e persistência para quem deseja se sobressair, independentemente do tipo de negócio ou da área de atuação.

  • Walt antes do Mickey

As animações da Disney certamente são conhecidas por empresários de diferentes gerações. Porém, os altos e baixos que estão por trás da ascensão desse império talvez não sejam do conhecimento de todos.

Ao contrário do que muitos possam m imaginar, Walt Disney chegou a passar fome e não ter onde morar. Ele teve um longo caminho de desafios, e é justamente esse ensinamento que o filme procura transmitir. Além do espírito inovador e da paixão pelo seu trabalho, o alcance de uma empresa bem-sucedida também teve como base bastante empenho.

  • Steve Jobs

Outro filme que não pode faltar na sua seleção é o longa que conta a história do fundador da Apple, Steve Jobs. Lançado em 2016, a proposta é mostrar o executivo rígido e o grande visionário que foi Jobs. Para tanto, além dos bastidores da marca e da sua relação com o público e a mídia de um modo geral, o filme também chama a atenção para o quão importante é a quebra de barreiras no mundo corporativo.

  • O lobo de Wall Street

Estrelado pelo ator Leonardo DiCaprio, “O lobo de Wall Street” se concentra nas pessoas que fazem de tudo para se destacar, inclusive provocar o fracasso dos outros, se for preciso. O longa é baseado na biografia de Jordan Belfort, corretor da bolsa de valores acusado de lavagem de dinheiro e consumo de drogas. O objetivo, portanto, é ressaltar as condutas que devem ser evitadas em qualquer tipo de negócio.

  • A grande aposta

“A grande aposta” relata a atuação de quatro investidores que previram o risco de inadimplência de títulos de hipoteca oferecidos pelos bancos nos Estados Unidos, que levou à crise imobiliária em 2008. Acima de tudo, o objetivo é deixar claro que, no mundo dos negócios, é fundamental estar sempre um passo à frente, enxergando as tendências e os possíveis movimentos do mercado.

  • A rede social

Como o nome já sugere, “A rede social” é um filme que relata a carreira do mais jovem bilionário da história, Mark Zuckerberg, criador do Facebook. O ponto de destaque da obra é o cenário empresarial moderno, pois engloba a realidade de uma geração que cresceu no mundo da internet e, sobretudo, aplica de forma efetiva a tecnologia na sua rotina de trabalho.

Hoje é dia de macarrão e de espaguete

Com tanta correria no dia a dia, muitas vezes não resta tempo nem mesmo para nos reunirmos à mesa com quem amamos para saborear um cardápio especial, fortalecendo a união e os sentimentos que podem ser expressados com gestos simples.

Macarronada de Forno

Ingredientes:
500 g de Macarrão Fettuccine Speciale Vitarella1 lata de ervilha e milho verde
1 caixa de molho de tomate refogado
500 g de muçarela cortada em cubos
500 g de presunto cortado em cubos
500 g de carne moída cozida
50 g de queijo ralado

Modo de preparo:

– Cozinhe o macarrão al dente e escorra.

– Em uma panela, esquente o molho de tomate pronto e adicione a carne moída e o presunto.

– Com o fogo já desligado, adicione a lata de ervilha e milho verde ao molho e, por último, a muçarela cortada.

– Em um refratário untado, coloque a massa e junte o molho preparado; misture bem.

– Por último, coloque por cima o pacote de queijo ralado e leve ao forno até o queijo derreter.

Macarronada de Forno

Ingredientes:
500 g de Macarrão Fettuccine Speciale Vitarella1 lata de ervilha e milho verde
1 caixa de molho de tomate refogado
500 g de muçarela cortada em cubos
500 g de presunto cortado em cubos
500 g de carne moída cozida
50 g de queijo ralado

Modo de preparo:

– Cozinhe o macarrão al dente e escorra.

– Em uma panela, esquente o molho de tomate pronto e adicione a carne moída e o presunto.

– Com o fogo já desligado, adicione a lata de ervilha e milho verde ao molho e, por último, a muçarela cortada.

– Em um refratário untado, coloque a massa e junte o molho preparado; misture bem.

– Por último, coloque por cima o pacote de queijo ralado e leve ao forno até o queijo derreter.

Macarronada de Ninho com Queijo Gratinado

Ingredientes:
1 pacote de macarrão Ninho Vitarella400 g de Queijo Mussarela
400 g de Presunto
300 g de Parmesão ralado
400 g de Molho de tomate
2 litros de Leite
100 g de farinha de trigo
100 g de Margarina Namesa VitarellaSal a gosto
Pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo:

– Cozinhe a massa em água e sal, por 3 minutos, para que o ninho não perca o formato. Reserve.

Para o molho branco:

– Coloque em uma panela: a margarina e a farinha de trigo em fogo baixo, mexendo sempre até se formar uma camada levemente dourada, ficando com consistência arenosa.

– Acrescente o leite e mexa sempre para não empelotar.

– Adicione 200g de queijo parmesão. Tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto.

Para montagem:

– Em uma travessa, disponha o molho branco no fundo.

– Envolva os Ninhos previamente cozidos com queijo mussarela e os coloque sobre o molho branco na travessa.

–  Recheie os Ninhos com molho de tomate, presunto em tirinhas, um pouco mais de molho branco e queijo parmesão ralado.

– Cubra com papel alumínio e leve para o forno por aproximadamente 10 minutos ou até que o queijo derreta. Sirva em seguida.

Para saber mais acesse o site: www.vitarella.com.br
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